segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hoje, eu e o N. fazemos 1 mês de namoro.
Foi bom. Foi incrível! E isso não tem como negar. Mas... - sempre tem um 'mas...' - nao pareço ter certeza de nada. Gosto muito dele. Demais! Mas parece que falta algo, da minha parte. Talvez só falte eu me entregar um pouco mais, ou talvez eu ainda não o ame tanto quanto deveria amar, tanto quanto ele merece que eu ame. Espero que ele me perdoe por isso.
Queria conseguir falar abertamente dos meus TA's. Tão abertamente quanto falo de todas as outras coisas. Guardar tudo isso só pra mim me asfixia de tal forma que sinto ter uma corda amarrada ao pescoço.
A mãe dele dele sempre me chama para ir almoçar lá nos fins de semana, e eu sempre com uma desculpa. Saímos com amigos, e enquanto todos comem, rindo, conversando, eu observo de longe. Ele respeita. Não argumenta, não insiste. Às vezes faço um esforço e como. Engulo a comida junto com o choro, com todas as pessoas olhando com cara de expectativa. Depois forço um olhar sorridente... digo algo engraçado... ele me devolve um olhar de agradecimento, misturado com um pouco de pena, talvez.
Há tempos que comer é difícil, mas agora beira o impossível. Quando estou com outras pessoas é mais difícil. Se estou sozinha, às vezes é mais fácil.
É difícil tentar explicar isso para alguém que libera endorfina ao comer brigadeiro. É o mesmo que querer que um não-fumante entenda o que sente um fumante em sua crise de abstinência. "Imagino como é difícil para você", é o que todos dizem. Mas no fundo sempre pensam: "Eu no seu lugar seria mais forte. Não pode ser tão difícil assim!"
Às vezes sinto que as coisas e as pessoas conspiram para que eu me sinta mal. Embora que, estou aperfeiçoando cada vez mais o meu dom - sim, isso é um dom - de contornar situações e dar uma volta tão grande no que as pessoas dizem ou perguntam, que depois que termino de falar, ninguém nem lembra mais o que foi dito ou perguntado inicialmente.
Bom, eu realmente não estou afim de me deprimir hoje pensando no que ouvi. A noite vamos sair, pra qualquer lugar, sentar, e conversar. Quero estar no mínimo apresentável e com uma cara de quem comeu. Vou me fazer esse favor, pelo menos hoje.

Tenho exatos 18 dias de férias ainda. Por sorte. Nem comprei material ainda. E muito menos estou preparada psicológicamente para rever todas aquelas pessoas fúteis, cretinas e superfíciais. E nem aqueles professores chatos. E nem aquelas escadas que me dão tontura. Nem aquelas salas que ficam parecendo um hospício depois que todos entram nelas. Enfim... mas, devo admitir que, de certa forma, tenho expectativas para esse ano. As coisas vão melhorar com relação as minhas relações sociais. E espero que melhorem também nos cálculos, fórmulas e afins. Preciso melhorar. Sempre preciso. Nunca está bom.
Acho que não tenho mais nenhuma novidade interessante. Sei que o blog está abandonado, mas eu quase não tenho o que contar, então vou vir aqui postar poeminhas? Melhor não.
Agora passar nos blogs - Tentareei!
Amo todas



Gotta find a way
Yeah, I can't wait another day
Ain't nothin' gonna change
If we stay 'round here
I gotta do what it takes
Because it's all in our hands
We all make mistakes
Yeah, but it's never too late to start again

[Aerosmith – Fly Away From Here]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sometimes all of our thoughts are misgiven

As ideias estão tão confusas em minha cabeça, estou fazendo esse post em frases. Depois junto todas, e organizo da forma que for mais conveniente.

Estou vomitando absurdos ainda. A consequencia (visível) disso é essa cara monstra e abatida que todos veem. Minha vizinha perguntou se eu estava morrendo. Depois completou com um: "Como você está emagrecendo! Vai sumir desse jeito". Tive vontade de chorar, mas ri. Olhei pra ela e ri sarcásticamente. Depois, disse: "Impressão sua. Deve ser a roupa..."Com relação a minha auto imagem, está tudo mais confuso e embaçado do que nunca. Algumas vezes sinto nas roupas que minhas coxas diminuiram um bocado, minutos depois constato que não. Às vezes consigo ver os ossinhos das minhas saboneteiras perfeitamente definidos e, derrepente, eles somem de vista. Não entra em minha cabeça o fato de SER uma coisa, e VER outra, completamente oposta. Estou começando a questionar, e a aceitar que isso seja uma hipótese, mas, é tudo real demais para ser apenas coisa da minha cabeça.
A vontade de gritar é tentadora. Tem uma pressão insuportável sobre minha cabeça, que não para ou diminui nunca. Me esforço para não pensar em comida, em calorias, em peso, medidas, nem nada do gênero. Já pensei sobre todos os assuntos que podia, e agora, enquanto não consigo dormir, não tenho mais sobre o que ou quem pensar. Reconto as calorias, quantas vezes vomitei no dia, na semana... ou quando foi a ultima vez que NÃO vomitei. Não tem. Os filmes acabaram. Os livros acabaram. A coragem de sair desse jeito para alugar/comprar outros também acabou. Estou me entregando. Pouco a pouco. Tudo o que fiz nos últimos meses foi entregar uma gota de minha coragem e vontade de viver por dia. É deprimente, mas é o que é. E não adianta que digam que 'Tem solução pra tudo!', 'Você precisa ser forte, precisa aguentar firme!'. Mais do que aguentei? Não tem mais como parar agora. Por que? Porque eu já fui longe demais!
Tento parecer feliz para uma família, amigos e um namorado que não tem culpa de absolutamente nada. Estou ficando boa nisso. Sempre funciona... contanto que não olhem nos meus olhos. Senão, fico sem máscara.
Tenho feito bastante exercícios, tanto que meus braços e pernas doem um bocado. Não importa. A sensação é boa. Parece que quanto mais dói, mais gordura sai de mim.
Ah, eu estou muito chata hoje - fato. Tudo se move devagar. Até minha respiração está lenta. E é só fome mesmo. Conheço bem essa sensação. Mas estou bem, analisando bem por alto.
Não, não estou bem, eu sei. Mas é nisso que todos precisam acreditar. E ponto final.

Amo muito todas


Sometimes your Heaven is Hell
and you don't know why
.
[Aerosmith – Fallen Angels]

domingo, 10 de janeiro de 2010

Don't bend, don't break, don't back down

Comecei o ano com um pedido de namoro. Não sei se havia outra forma melhor de começá-lo, mas essa me deixou... feliz. Na verdade ainda estou feliz por tudo. Por um lado. Ele diz que está feliz, e se ele está feliz eu também estou. Ah, é complicado falar ou escrever sobre isso. Quando está dentro da minha cabeça faz sentido, mas na hora de passar pro papel tudo vira um embaralhado de letras. O fato é: comida. Isto tem me torturado o bastante para render longas horas de choro madrugada a dentro. Porque é toooda vez a mesma MERDA! Sentamos na mesa, ele pede sorvete e eu digo que estou com a garganta inflamada; os parentes dele oferecem jantar, e eu digo que acabei de comer; no meio do filme ele come pipoca, e eu tomo refrigerante; etc etc etc. Meu auto controle está um pouco... abalado, diga-se de passagem. Tenho medo de não aguentar ficar sem vomitar, começar a chorar, ou qualquer coisa do tipo, e isso em público ou perto de alguém que não possa saber.
Ontem saímos, e eu não comi - de novo. Percebi que ele ficou chateado, mesmo não dizendo nada. Então hoje, quando não tinha ninguém por perto, pedi desculpas. Não só por ontem, mas por todas as outras vezes, e pelas vezes futuras também. Ele pareceu entender tudo, mesmo eu não tendo ousado tocar na palavra 'bulimia' ou 'transtorno alimentar'. Doeu. Dói toda vez que penso nisso, e no quanto devo estar sendo ridicula e fraca. Me permiti chorar, encostar no ombro dele e deixar as lágrimas rolarem. Acabamos os dois chorando, numa cena ABSURDAMENTE gay. E que me fez tão tão bem.
É inaceitável e torturante a ideia de que vou fazer alguém sofrer por conta dessa merda. Se ao menos fosse UMA pessoa, eu resolveria. Mas são inúmeras.
Fico observando meus amigos, parentes. Para a maioria deles, tudo parece ser tão... fácil. É só girar a cabeça, e está tudo ali, bem a frente. E o que sabem fazer é reclamar, reclamar e reclamar. Todos deveriam ter chances de ser felizes, e sofrer ou não de acordo com o que merece. Mas nunca é assim. Será que em algum momento nos foi dado alguma chance, de optar por um lado ou pelo outro? E talvez tenhamos feito a escolha errada? Será que algum dia encontraremos uma forma de reparar esse erro, ou então, mudá-lo, de alguma forma? Impossível não ter solução.
Essa semana comecei a ir caminhar com uma amiga. 1:00h de caminhada/dia. Pretendemos começar a correr, depois que 'destravar' tudo, talvez semana que vem. Não posso fazer tantos NFs, mas compenso isso com os exercícios. Uma troca saudável, eu acho.
Ah, enfim... acho que já escrevi o bastante por hoje. Estou tentando não ficar tão ausente daqui, mas quase nunca tem o que falar. Pelo menos nada que seja bom. Até tento melhorar, e as vezes consigo... então, derrepente, ferra tudo novamente.
Queria entender... apenas entender.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

The beginning and the end may be the same

E o ano acabou. De novo.
Esperava terminá-lo melhor do que estou. Esperava começar 2010 com pelo menos alguma expectativa, mas o que vejo a minha frente é apenas um túnel escuro, assustador e aparentemente sem saída. À medida que caminho por ele, tenho a sensação de que as paredes vão estreitando-se com o propósito de me esmagar de alguma forma.
Tudo está confuso e embaçado. Não sei o que fazer, nem que caminho tomar. Queria fazer tudo isso parar por pelo menos um minuto pra que eu pudesse fazer felizes as pessoas que mais me fazem bem. Toda essa insegurança machuca demais. Não saber o que fazer, o que dizer, o que sentir. Queria ter pelo menos uma gota de coragem para me entregar a outra pessoa que realmente me queira e simplesmente deixar os fatos desenrolarem como tiverem de ser. Viver assim todo esse tempo me deixou tão amarga que não pareço mais ser capaz de amar ninguém – nem eu mesma.
Talvez, as únicas mudanças significativas esse ano tenham sido as pessoas novas que conheci, as velhas que reencontrei e a perca quase total do meu autocontrole para com vômitos e de grande parte da minha sanidade mental e senso de auto proteção. Nunca pensei que fosse ficar desse jeito novamente. Mas... aqui estou eu. E minha única opção é aguentar e esperar passar, como da outra vez passou. E fazer o possível para que não haja tantas cicatrizes, brigas, lagrimas e sermões, como da outra vez houve. É, talvez seja essa a meta para 2010: não fazer minha família e amigos sofrerem, de novo, por minha causa.

Preciso reagir. Me reerguer e encarar tudo de frente. Não consigo aceitar a ideia de terminar tudo assim, fracassado. Não quero morrer por fracassar, por não ter forças pra lutar e fazer as coisas serem diferentes.

Bom, não tenho mais nada a dizer. Apenas desejar a todas um ótimo começo de ano. E não olhem para trás. Retirem de cada experiência, de cada erro, cada momento, uma lição. Os erros de mais nada servem se não para nos ajudar a crescer. Mas não se prendam a mais nada. Passado é passado. Levante e siga agora. Faça melhor. Sempre melhor!
Obrigada mesmo por quem lê isso aqui, e comenta, ou não. Foi bom, apesar de tudo que temos que enfrentar todos os dias, ter vocês ao meu lado por mais um ano, fazendo tudo um pouco mais fácil de suportar.

Amo muito. Muuuito mesmo!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

And, besides, Sophie's hoping

E então, as coisas parecem estar entrando nos eixos de novo.
Mentira. Na verdade, com relação a mim, nada parece estar certo - como sempre. A questão é: tenho uma pessoa fantástica ao meu lado. Várias, aliás. Preciso parar para ver isso mais vezes. Sempre me sinto sozinha, sem ter com quem conversar, mas na verdade não estou. Só não tenho com quem conversar, mas eu tento me virar da forma que dá.
Ah, e é isso. Eu realmente não sei escrever, falar, ou qualquer coisa que seja sobre romance. Na verdade, nunca precisei, nem sequer me permiti tal coisa. Mas agora decidi deixar rolar e ver no que dá. Até agora, só consegui me culpar mais, mais e mais. Por que? Porque sou uma inútil problemática, egoista, que faz as pessoas sofrerem ou ficarem de saco cheio. Queria que soubessem, queria mesmo. E que fingissem não saber. Queria apenas que todos entendessem tudo o que sinto e penso, e ainda assim continuassem em silêncio, sem dar nenhum conselho que NUNCA vou conseguir seguir, ou dizerem que vou morrer e blá blá blá - Sim, isso foi pedir muito. Eu sei que vou morrer, eu vejo que vou morrer! Não sou idiota nem cega a tal ponto. E se as coisas continuam a caminhar em direção ao abismo da forma que estão indo, é porque não consigo parar.
Estou na minha fase 'insônia' no momento. Não durmo merda nenhuma, tenho pesadelos quando consigo dormir, etc etc etc. O plano agora é roubar alguns comprimidos da minha avó para conseguir descansar quando a coisa ficar muito pior. E falando em minha avó, estou pensando em ir passar uns dias na casa dela. Lá é muito feliz. Não exatamente a casa dela, porque ai é um inferno, mas o lugar. Bom para tirar fotos, para ver paisagens lindas, ver o nascer e o pôr-do-sol TODOS OS DIAS, etc. Se o paraíso realmente existe, garanto que não fica muito longe desse lugar. Consigo lembrar que tenho um coração batendo quando vou pra lá; consigo lembrar que eu estou respirando, ainda, apesar de tudo. E que mesmo não dando valor a nada, todos os dias posso me levantar, ver o sol mais perfeito, e então começar tudo de novo. Todos os dias tenho chances de mudar, e não o faço.
O ano está acabando. Ainda não me permiti parar para pensar nas coisas que vivi e que fiz esse ano, pois sei o quanto isso vai acabar comigo. Pretendo voltar antes do ano acabar para escrever sobre a minha reflexão, farei o possível. Estou mesmo precisando deitar e refletir. MUITO mesmo! E ler algum livro extraordinário também. Tentarei ir a livraria o mais breve possível.
Amo muito todas. Quando tiver inspirada para comentários, farei.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nothing's gonna change my world

Juro que tentei vir postar. Várias vezes.
Na verdade, passei quase um mês esperando algo bom acontecer para vir aqui contar, e não aconteceu nada que valesse a pena alguém saber.
Passei os últimos dias vomitando, até sangrar, até deitar no chão do banheiro por falta de forças para ficar de joelhos. Minha cabeça dói, meu estômago dói, minha garganta dói. Evito balanças, fitas métricas, espelhos. Evito sair, evito caminhar para não me ver obrigada a comer algo a mais que sei que vou ter que vomitar depois. Não conto mais calorias, e quase não presto atenção quando como. A própria comida reluta em descer, como se já soubesse que vai precisar sair.
Tenho pensado muito no quanto tudo isso me atrapalha, mais, mais e mais. Não tenho vida social, não posso ter relacionamentos de espécie nenhuma, simplesmente por não conseguir comer normalmente. Tudo está bem enquanto é só conversa, até alguém dizer: "Hey, vamos tomar sorvete?", ou "Quer refrigerante?"
Falta o abraço. Falta o ombro, falta o colo para deitar e chorar. Falta alguém com quem conversar sobre mim, que não seja a psicóloga.
As pessoas sempre me procuram para conversar, contar segredos, pedir conselhos. E por que eu não posso ter alguém para isso também? Ou melhor: por que não posso contar meus segredos sem ter um olhar de pena sobre mim? Por que ninguém sabe o que me falar quando digo que não consigo comer?
Não sei mais o que fazer da minha vida. Acho que nunca tive tantas dúvidas e tanta insegurança e medo do fracasso quanto agora. Sei que fracassar não é falhar, em tudo, como eu. Fracassar é desistir. E não sei a quantos curtos passos estou de desistir, de vez. Das pessoas, de mim, do futuro e da minha vida.

Each morning I get up I die a little
Can barely stand on my feet
Take a look in the mirror and cry
Lord, what you're doing to me?

[Queen - Somebody To Love]

domingo, 15 de novembro de 2009

Even Heroes have the right to bleed

Desculpem por sumir. Denovo. Os últimos dias foram deprimentes! Fracassados! Matadores! E dolorosos. Sumi por um único e simples - não tão simples - motivo: Vômitos. Passei esses 20 dias vomitando como uma imbecil, morrendo de dor de garganta, dor de estômago, de cabeça, e depois de vomitar sangue e água, olhei pra mim mesma e disse: "Hey, o que você está fazendo, afinal?" Não consegui encontrar a resposta, mas entendi perfeitamente que estava na hora de parar com toda essa droga. Consegui reduzir bastante, e minha garganta está MUITO melhor, ao contrário do meu estômago. Mas enfim...
Acabei de voltar do aniversário de uma amiga. Lá, muita pizza, bombonzinhos, bolo e tudo mais. Comi uns quatro pedaços fininhos de pizza, e coca-cola. Três minutos depois eu estava desesperada pra sair da mesa e vomitar, porém, um "Espera que vamos com você" detonou meu plano. Voltei, e ficamos conversando, acabei esquecendo - Ponto pra mim! Depois foram todas passar trotes, enquanto eu ajudava o irmãozinho de 5 anos da minha amiga a montar um quebra-cabeças. (Prefiro que não comentem este fato, mas adoro quebra cabeças! Hahaha) Próximo fim de semana talvez tenha uma festa do pijama, e me chamaram. E eu vou! Preciso sair mais, e pensar menos. Minha mãe fica feliz quando saio de casa com amigos(as). APOSTO que morre de medo de ter uma filha sedentária, gorda e solteira - na verdade ela já tem - que vai morar com ela até os 30 anos.
Amanhã se der tempo quero começar a ler 'O menino do pijama listrado'. Faz algumas semanas que não me sento com um livro nas mãos e fico por horas só nisso. Quase não me lembro mais o quanto me faz bem. Também preciso assistir uns filmes que emprestei, mas quando tenho tempo falta a coragem.
Não sei, às vezes é como se tivesse uma voz me avisando para fazer TUDO o que eu tiver que fazer, ler os livros, assistir os filmes e sair com quem e para onde eu quiser enquanto há tempo. Sim, é bizarro, mas tenho estado com a sensação de que a qualquer momento minha ampulheta será virada, e então começará a contangem regressiva para o fim. Não sei quanto tempo ainda tenho, apenas desconfio que não disponho de muito. E existem TANTAS coisas para serem feitas, começadas e finalizadas! Não fiz nada de bom ou significativo nessa vida. Não fiz ninguém feliz - nem eu mesma. Não fui razão para a felicidade de ninguém, e isso torna a vida de qualquer criatura totalmente inútil. Quero ouvir um "Você me faz feliz!" sincero para poder pelo menos morrer com a sensação de missão cumprida.

Estou um tanto desanimada agora, mas deve ser apenas o cansaço. Me sinto realmente bem, internamente, sei lá. Sei que minha cara de zumbi e olheiras não demonstram isso, tanto que minha psicologa marcou umas seções extras essa semana. Ela insiste que devo procurar acompanhamento nutricional para emagrecer de forma saudável e blá blá blá. Além de repetir incansávelmente a frase: "Temos um contrato de que tudo o que conversamos aqui, fica aqui. E ele é válido até o momento em que sua saúde e vida não estejam em risco. Espero que compreenda isto" Ah, claro que compreendo! Perfeitamente :) Não sei nem o que faço se ela me dedurar, por qualquer que seja o motivo. Enfim.
Vou tentar não sumir por tanto tempo de novo. Mas isso depende do número de fracassos diários, semanais, etc. I'm really well.
Amo todas. Muito mesmo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Weak

Não queria vir postar. Não queria vir aqui lamentar e contar meus fracassos. Não queria fracassar tanto! As coisas estão bem ruins por aqui. E não digo só das que tem a ver diretamente comigo, pois as coisas estão dando errado para todos, por incrível que pareça.
Eu, estou gorda. Tenho vomitado absurdos, há vários dias, várias vezes ao dia. Depois de meses, MESES, sem eles, voltei a tomar dúzias de laxantes. Não consigo dormir, nem a noite nem a tarde, nem tomando calmantes, nem merda nenhuma. Estou horrível! Com a cara inchada, com olheiras que corretivo nenhum esconde, gordíssima, e tão dolorida que pare que levei uma surra. Sinto que meu corpo está implorando por ajuda, para que eu pare ou sei lá. Queria poder gritar por ajuda também, mas eu não posso, obviamente.
Segunda-feira (19) foi aniversário do meu avô. Teve uma pequena grande festa, com uma mesa muito farta e cheia de pessoas felizes ao redor. Assim que sentei com meu prato (que de carboidrato só tinha duas batatinhas em conserva), TODOS os olhares se voltaram para mim. Acabei, fui vomitar. Depois ainda teve bolo. Vomitei também. Meu primo ficou meio desconfiado, suponho. Quando voltava do banheiro pela segunda vez encontro ele no corredor com um olhar de interrogação (?). E ainda me perguntou, como quem não quer nada: "- O que é que você tanto faz nesse banheiro hoje?" Não respondi nada. Faz muito tempo que não desconfiam de dietas, vômitos e etc da minha parte. Até porque nunca mais falei disso com outra pessoa que não seja a psicologa. É bom não ter ninguém te esperando na porta do banheiro, nem te segurando na mesa. Mas também dá uma sensação de esquecimento, de que ninguém está nem ai. E não está mesmo! Nem nunca esteve... nem vai estar.
Vou ter apresentação dia 29.10, um show para ir dia 01.11 (talvez), vários aniversários em dezembro, e sem contar com outras possíveis apresentações. Preciso dar um jeito nessa gordura! E espero usar as festas e afins como motivação para isso. Sei lá... não aguento mais. Não aguento mais fazer tudo isso comigo.
Desculpem o post.


sábado, 17 de outubro de 2009

Doubtful

Acabei de chegar em casa. Hoje saí com uma... hm, amiga. É irmã de um amigo e nos conhecemos de forma bizarra por MSN, mas isso eu conto outro dia. Ela tem 11 anos e parece uma fadinha de tão linda! Acabamos indo tomar milk-shake (que eu estava tentando tomar desde o ano passado, aliás). Me comportei direitinho, e essa droga toda ficou aqui dentro para me engordar. Dava uma sensação boa ver ela tomar aquilo sem preocupação nenhuma, enquanto que eu estava com vontade de chorar de desgosto. Vários flashes passaram por minha cabeça, alguns não tão bons. Na idade dela eu já vomitava depois de comer, fazia exercícios durante longas madrugadas e odiava o espelho mais do que tudo. Nunca entendi o motivo de precisar passar por isso, e talvez seja tudo culpa minha mesmo. Espero que ela possa ser mais feliz do que eu, e tomar quantos milk-shakes der na telha. Não desejo essa droga toda nem para um cachorro.
Continuo tomando os rémedios com minha mãe. Ela emagreceu um bocado, já eu, droga nenhuma. Eu até evito balanças, fita métrica e principalmente o espelho. Queria muito fazer uma semana de NF. Alguns dias é tão dificil comer, acho que vocês me entendem nesse aspecto, mas ainda faço um esforço para que o remédio valha. Queria saber meu peso real sem precisar me pesar... Desejos impossíveis, eu sei. Que merda. Vou esperar por comentários, embora isso nunca adiante, já que eu só acredito quando dizem que engordei. Mermão, eu sou muito complicada, diz ai?
Minha vida tem se resumido a um teclado, uma cama e um par de fones de ouvido. Posso dizer que isso me faz feliz. Viveria disso, se deixassem. E então só faltaria um pouco de luz solar para fazer minha fotossíntese de cada dia. Queria fazer algo mais emocionante, sair um pouco dessa monotonia. Todo fim de semana eu tento ir para a casa da minha avó, tirar fotos ou algo do gênero, mas nunca tenho cara para isso. Pago, se for preciso, para ficar em casa e ninguém me ver horrível e desanimada desse jeito. Que me desculpem os zumbis, mas eu estou parecendo um.
Amanhã passo nos blogs. I promise! Desculpem, podem me surrar, mas passei todos esses feriados sem ter o que dizer. Vou tentar dormir antes das 00:00h, já que essa bosta de horário de verão vai me fazer perder uma hora. Alguém me diz quem foi o corno que inventou essa porcaria? ¬¬'
Enfim... amo muito todas. E isso vocês sabem, mesmo eu sendo uma ingrata que não responde aos comentários.

sábado, 10 de outubro de 2009

Needed

Ah, que show. Que noite! Definitivamente, não esperava que seria bom. Estava morreeendo de saudades dessa minha amiga, que desde que acabaram as aulas ano passado, nunca mais nos vimos. É bom estar com ela. Sinto que não tenho mais nada a esconder, já que ela sabe de (quase) todos os meus podres e isso não parece causar muito espanto nela. Eu acho. Lá, conhecemos dois amigos lindinhos e legais. Um pra cada uma. Eu, que já não tinha nada a perder, e nem tenho como ficar escolhendo muito, acabei ficando. Às vezes não me dou conta do quanto um abraço me faz falta... E o dele era tão... reconfortante. Ele disse coisas fofas, e alguns blá blá blás que eu aposto que ele diz para todas. Me ligou hoje a tarde perguntando se eu queria/poderia sair. Inventei uma história sem cabeça misturada com um pouco de verdade para não ir. Eu sei que não vale a pena insistir em algo assim que não vai dar em nada. E ainda corro o risco de acabar gostando dele e ter um problema ainda maior. Mas, sem stress... afinal, como eu disse, não tenho nada a perder mesmo.
Consegui eliminar quase 3cm de coxa em 3 dias. Adorei muito! Minha barriga também parece estar menor, mas não me iludo. Continuo a mesma orca de sempre... mas não para sempre. Por enquanto, fico reprimindo pensamentos e sentimentos quando vejo alguma garota magra e linda. Eu nem ligo muito... Com o tempo acostumamos até.
Como eu havia comentado no post passado, estava deduzindo que a fodeção em Física seria grande. E foi! Tirei 2,5 (de 8,0) na prova, e fiquei com um mísero 6,0 (de 10,0) de média. Juro que estou me controlando pra não surtar... Droga, droga, droga! Agora preciso recuperar nota pro 4º bimestre, já que não dá pra fazer nenhum outro milagre.
Vou ter praticamente uma semana de feriado (isso, claro, se eu emendar tudo). Planos? Ah, vou ficar em casa e dormir. Talvez na segunda eu vá para a academia ou no mínimo fazer caminhada na praça com minha mãe. Vai depender das minhas forças, literalmente. Tenho tido muitas tonturas, o que é ruim, principalmente a parte em que tive alguns desequilibramentos bizarros na presença de outras pessoas.
Não tenho nenhum plano específico para essa semana. Estou "deixando a vida me levar". Quanto mais fazemos planos e criamos expectativas sobre coisas ou pessoas, mais chances temos de termos decepções. Então eu deixo rolar.
Nesses feriados, se ficar em casa mofando vou aproveirar para visitar os blogs. É brincadeira uma coisa dessas, mas a minha falta de coisas pra dizer e de ânimo é assustadora.
Amo muito todas!